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3x4 do Jovem Brasileiro

A sociedade brasileira teve uma formação com pessoas de inúmeras nações, religiões, cor e cultura. O resultado é uma população diversificada que carrega consigo a contribuição de cada elemento que influenciou na formação do Brasil. Olhando a juventude, essa diversidade fica ainda mais evidente. De acordo com o Censo de 2010, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), havia 51,3 milhões de jovens de 15 a 29 anos no país, correspondente a ¼ da população total.

 

A Pesquisa Nacional sobre Perfil e Opinião dos Jovens Brasileiros dividiu essa amostragem da sociedade em três grupos: os jovens-adolescentes, de 15 a 17 anos; os jovens-jovens, de 18 a 24 anos; e os jovens-adultos, de 25 a 29 anos. Essa diferenciação ajuda a compreender as diferenças dos ciclos de vida da juventude.

 

Segundo o levantamento, a parcela que concentra o maior número de indivíduos é a de jovem-jovem, respondendo por cerca de 47% do total de jovens. Logo atrás, temos os jovens-adultos, com 33%, e por último, jovens-adolescentes, representando 20%. Já na distribuição por sexo, as mulheres são levemente mais numerosas que os homens, atingindo 50,4% delas contra 49,6% deles, demonstrando um equilíbrio nesse quesito.

Cor

Com relação a cor, seis em cada dez entrevistados declarou-se de cor preta ou parda, 15% e 45% respectivamente. Os de cor branca representam 34% e amarelos ou indígenas, 6%. Se compararmos esses resultados com os obtidos no Censo de 2010, observaremos uma divergência na parcela de negros. O IBGE contabiliza apenas 7,9% de jovens negros, quase a metade do que se constatou na Pesquisa Nacional sobre Perfil e Opinião dos Jovens Brasileiros.

 

Uma possível explicação para essa diferença é a de que, no Censo, a informação de cor de todos os que compõem a família é dada por apenas um de seus membros, enquanto no outro levantamento foi utilizada a autodeclaração dos próprios jovens. Essa constatação confirma a hipótese de que há uma tendência de maior identidade racial entre jovens negros, acompanhando o aumento da visibilidade  da questão racial no país.

Késsia Rodrigues,

20 anos, estudante de Letras na UFC.

Mora sozinha e anda à procura de estágio 

Religiões

A maioria dos jovens entrevistados se declarou católica, cerca de 56%. Destes, 29% afirmou ser praticante e 26%, não praticante. Os evangélicos representam pouco mais de ¼ da amostra (27%). No entanto, observou-se uma tendência de diminuição da parcela de católicos, quando nos resultados de 2003 chegavam a 65%. Na mesma base de comparação, constata-se que os evangélicos aumentaram; eram apenas 22% em 2003.

 

Se obervarmos a opção de religiosidade dividida entre aqueles três grupos etários citado no início (jovem-adolescente, jovem-jovem e jovem-adulto) percebe-se que quanto maior a idade maior também as chances do jovem ser católico; já quanto mais jovens, mais protestantes. Cerca de um em cada seis jovens afirma não ter religião, totalizando 16% da juventude brasileira. Desses 16%, 15% dizem não ter religião, mas acredita em Deus e o 1% restante é ateu ou agnóstico.

Domicílio

A maioria dos jovens mora na cidade, representando 85% do total, sendo que 74% destes já cresceram na cidade e outros 8% cresceram no campo, mas migraram para o ambiente urbano. Os que moram no campo somam 15%. 10% destes, cresceram no próprio campo e outros 5% vieram da cidade. Ressaltamos que a migração de jovens entre 15 e 29 anos representa metade do total de pessoas que saem do campo para construir a vida na cidade.

Configuração Familiar

A maior parte do jovens ainda é solteira (66%) e vive com os pais (61%). Cerca de um terço (32%) são casados ou vivem com seus cônjuges. Embora mais da metade (52%) vivam em famílias chefiadas por pai ou mãe, quase 18% deles são os principais responsáveis e outros 16% tem o companheiro(a) como responsável pelo domicílio onde moram.

 

No total, 40% já tem filhos, mas a questão do sexo deixa esse número bastante variável. Enquanto pouco mais de um quarto (28%) dos homens são pais, mais da metade das mulheres (54%) vive a condição de maternidade. Esse percentual aumenta ainda mais com o avanço da idade, tanto para homens quanto para mulheres, mas sempre em maior proporção para elas, chegando a 70% na faixa de jovens-adultos, com idade entre 25 e 29 anos.

Estratos Socioeconômicos

Considerando a renda domiciliar per capita, ou seja, o total de ganho da família dividida por cada componente, cerca de 28% estão nos estratos baixos, com até R$290 por mês. A maioria, aproximadamente 50%, se encontra na faixa média e apenas 11% estão nos estratos altos, acima de R$1.018 ao mês.

 

Normalmente, vemos os jovens apenas na condição de estudantes. No entanto, eles estão mais presente no mundo do trabalho (74%) do que nas escolas (37%). A pesquisa revela ainda que um quinto dos jovens vivem conjuntamente os dois mundos, ao conciliar escola e trabalho (14%) ou ao procurar trabalho enquanto estuda (8%).

 

A maioria desses jovens (38%) consegue concluir o ensino médio. A parcela dos que concluem um curso superior ainda é baixa, cerca de 13%, mas tem dados a se comemorar é que o percentual dos que não passaram do ensino fundamental tem diminuído. No quadro da pesquisa realizada em 2003, apenas 6% dos jovens de 15 a 24 anos tinham ensino superior, enquanto em 2013 já eram 10%. Podemos perceber um ganho de escolaridade expressivo nessa geração de jovens. 

Após ter uma noção de quem é o jovem brasileiro na atualidade, vamos conhecer a história de três jovens para ver mais de perto algumas das realidades deste grupo tão numeroso e representativo em todos os sentido dentro da sociedade brasileira.

Perguntas frequentes

A pergunta impulsiona a cabeça do adolescente Mário Ítalo. Estudante do curso técnico em logística integrado ao Ensino Médio na EEEP Paulo VI, o menino flutua nos impasses característicos dos 17 anos. Se as dúvidas enraizam na decisão entre cursar História ou Ciências Econômicas, ganham novas proporções com a Reforma da Previdência ao questionar-se: "Trabalharei bastante, mas conseguirei aposentar-me"?

Romper o convencional

É feito o tempo, que se encarrega de se adequar a cada ambiente. Do entrelaçado das nossas vidas à das pessoas que passam por ela, eis que surgem das possibilidades criações. Algumas mágicas, outras enigmáticas e inexplicáveis ao exprimir sentidos. Thais Aires, designer de interiores, se detém diante do papel, do lápis e da tecnologia, estarrecida, porque ela se permite surpreender. “Não sou como muitos da minha idade”, diz, o olhar que sorrir largo e aberto emoldurado pela armação moderna e colorida de quem projeta futuros.

Rotina cambiante

Entre as práticas domésticas e de pesquisa acadêmica, a vida de Izabel Acioly segue rotina que alterna-se de forma imprevisível. Os dilemas de ser mãe, dona de casa e estudar Ciências Sociais embalam os dias da jovem-adulta. "Sempre quis entrar na Universidade, mas só consegui anos após o nascimento do meu filho", declara. 

Jordi Cruz, 22 anos, estudante de Publicidade na Uni7 e divide a rotina universitária em 2 estágios. 

Carol Sousa tem 22 anos e trabalha como operadora de telemarketing. 

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